Busca por adoção do modelo simplificado em outras fronteiras está na pauta da Associação.
A ABTI reforça aos transportadores que já está disponível um procedimento simplificado para a aplicação de elementos de segurança (precinto) em operações de transporte de automóveis realizadas com veículos do tipo cegonheira nas fronteiras de Uruguaiana–Paso de los Libres e São Borja–Santo Tomé.
Pelo procedimento, a corda de precinto e o lacre podem ser aplicados apenas nas duas últimas unidades transportadas, sendo uma localizada no piso superior e outra no piso inferior da cegonheira. A medida substitui, quando utilizada, o procedimento tradicional de passagem da corda lacrada por todas as rodas dos veículos transportados.
A facilitação está prevista no Comunicado ALF/URA nº 5/2026, para as operações realizadas pela fronteira Uruguaiana (BR) – Paso de los Libres (AR), e no Comunicado ALF/URA nº 7/2026, que estabelece a aplicação do procedimento também na fronteira São Borja (BR) – Santo Tomé (AR), sob jurisdição da Alfândega da Receita Federal de Uruguaiana.
O procedimento pode ser utilizado nas operações de importação e exportação de veículos, inclusive aquelas submetidas ao regime de trânsito aduaneiro.
Facilitação será buscada em outras fronteiras
Conforme definido na Reunião bilateral entre as autoridades aduaneiras que permitiu a adoção desse procedimento, após pleito do setor privado, a medida representa uma facilitação e ganho de eficiência operacional, pois reduz o tempo e o material necessário para a preparação das cegonheiras, sem comprometer a segurança do controle aduaneiro.
A ABTI considera importante que soluções como essa sejam ampliadas para outros pontos de fronteira e já tem entre suas pautas a busca pela extensão desse procedimento para operações realizadas em outras fronteiras internacionais.
A Presidência da República sancionou na quarta-feira à noite (5/8), com vetos, a lei que que regulamenta e reforça a fiscalização do piso nacional do frete. O texto foi publicado hoje (6/8) no Diário Oficial da União, como Lei nº 15.485/2026, finalizando o processo de incorporação permanente das regras aplicadas desde março através de Medida Provisória (MP).
A lei torna permanente a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) como o mecanismo que registra as operações de frete e permite maior controle sobre o cumprimento do piso mínimo, que será definido periodicamente pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
O texto teve 22 vetos presidenciais, estando entre eles a transformação em advertência das multas por pagamento abaixo do piso, ocorridos antes da lei, e por descumprir os limites de peso por eixo veicular.
Punições
Como já constava na MP de origem, a lei determina punições tanto para quem contratar caminhoneiros por valores abaixo do piso, quanto para intermediadores na negociação (inclusive plataformas digitais). A ANTT será responsável pela aplicação das penalidades.
As penalidades terão a seguinte evolução:
1 infração - Indenização de 2 vezes o valor do contrato. Até a MP, a empresa pagava o dobro do valor que faltava para atingir o piso.
2 infrações em 12 meses - Multa de no máximo R$ 1 milhão. Em caso de nova reincidência, a multa será em dobro, observando o valor máximo. Antes a multa era de R$ 550 a R$ 10,5 mil, desconsiderando as reincidências, segundo a Resolução 5.867, de 2020, da ANTT.
Mais de 4 infrações em 6 meses - Suspensão cautelar do registro do Registro Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas (RNTRC), de 5 a 30 dias.
2 ou mais suspensões de registro em 2 anos - Cancelamento do RNTRC.
A lei prevê que os administradores e controladores das empresas poderão sofrer os efeitos das sanções, caso haja fraude ou abuso na contratação. Antes da MP, a previsão alcançava apenas sócios e integrantes do grupo econômico.
Foi mantida a obrigação de quitação integral do frete em até 30 dias. Quem descumprir o prazo poderá ser obrigado a:
• pagar o valor devido atualizado;
• pagar multa de R$ 10,5 mil;
• restringir suas atividades de transporte.
O governo vetou a obrigação de antecipar pelo menos 70% do valor dos contratos com transportadores autônomos que parlamentares tentaram incluir no texto.
Demais vetos
Além da transformação de infrações cometidas por descumprimento do piso e dos limites de peso por eixo antes da lei em advertências, o governo também vetou a fiscalização do veículo por eixo somente a partir de 74 toneladas, e não a partir de 50 toneladas, como é hoje.
A Presidência da República considerou os trechos inconstitucionais por não apresentar impacto orçamentários sobre a renúncia das receitas.
Houve veto também à anistia para caminhoneiros e empresas de transporte multados por bloqueios em rodovias em 2022.
Foi vetada a obrigação dos bancos de acompanhar se o frete foi quitado, guardar provas e recolher a contribuição ao INSS, quando o motorista recebesse seu pagamento. Para o governo, o modelo poderia aumentar custos e deixar a fiscalização muito complexa.
Definições e vantagens para motoristas
O texto manteve previsão de revalidação anual do RNTRC para todos os transportadores. A lei ainda assegura que o motorista contratado que atue em operações de longa distância (fora da base da empresa ou de sua residência por período superior a 24 horas) deve se submeter ao piso mínimo de frete, exceto se houver outra opção mais vantajosa.
A administração pública também buscará assegurar que até 30% das contratações anuais de transporte rodoviário de cargas sejam feitas diretamente com caminhoneiros autônomos, sempre que houver disponibilidade, diz a nova lei.
Esses profissionais também poderão optar por pagar diretamente ao INSS, na qualidade de segurado contribuinte individual, em vez de ter a contribuição recolhida pelo empregador. Caso faça a opção, deverá comprovar estar em dia com o INSS para renovar seu registro ante a ANTT.
As intensas nevascas registradas na Cordilheira dos Andes seguem impactando a circulação entre Argentina e Chile. O Paso Internacional Cristo Redentor (Sistema Integrado Los Libertadores), principal corredor rodoviário entre os dois países para o transporte de cargas e de turistas, permanece fechado há mais de 20 dias, sem previsão oficial de reabertura.
Além do Cristo Redentor, outros importantes corredores utilizados pelo transporte internacional, como os passos Pino Hachado e Pehuenche, também permanecem interditados em razão das condições climáticas. Apesar de estar aberto, o Paso de Jama também enfrenta acúmulo de veículos e demora nas operações
Em razão da manutenção do fechamento, as autoridades argentinas e chilenas adotam restrições para o ingresso e realocação de veículos na região.
A ABTI orienta que transportadoras e demais operadores logísticos evitem o envio de veículos enquanto não houver confirmação oficial da reabertura dos corredores, buscando evitar o aumento da concentração de caminhões.
A continuidade de viagens pela Cordilheira pode aumentar a complexidade operacional, dificultar o gerenciamento do transporte e ampliar o número de veículos retidos e de riscos para os motoristas.
Dessa forma, a recomendação é que os operadores consultem previamente a situação dos passos fronteiriços e evitem o uso das passagens.
Na quarta-feira (5/8), o Delegado Presidencial de Los Andes, Ricardo Figueroa Ayala, informou que as equipes da Vialidad do Chile e da Argentina seguem avançando de forma progressiva na remoção da neve acumulada sobre as rodovias de acesso ao Complexo Los Libertadores.
Segundo a autoridade chilena, à medida que os trabalhos evoluírem e novos diagnósticos técnicos forem concluídos, serão realizadas novas reuniões entre os organismos responsáveis para avaliar uma possível data de reabertura. Até o momento, entretanto, não existe previsão oficial para a retomada das operações no Paso Cristo Redentor.
Acompanhe a situação dos passos internacionais no site do Ministério da Segurança da Argentina.
Também é possível acompanhar as atualizações pelo canal oficial da Unidade de Pasos Fronterizos do Chile no WhatsApp .